quarta-feira, 3 de junho de 2009

Site cria recursos para tentar evitar ações judiciais

BRUNA BITTENCOURT
da Folha de S.Paulo

Criado em 2005 como alternativa ao Suprnova, que saiu do ar por questões legais, o site Mininova é um dos maiores diretórios e sistemas de busca para arquivos torrent.

Com a ajuda do site, o internauta conseguiu encontrar facilmente o filme "X-Men Origens: Wolverine" pouco após seu vazamento na web, em março, antes da estreia oficial, ou o último episódio da quinta temporada de "Lost" antes que ele fosse exibido pela TV brasileira. Os exemplos dão força à acusação da associação holandesa antipirataria Brein, que responsabiliza o site por disponibilizar material com direito autoral protegido.

Mas, diferentemente do Pirate Bay, o site holandês procurou manter um diálogo com a indústria, removendo material de direito autoral protegido quando há reclamação por parte do dono da obra. Em sua defesa, o site diz não hospedar material ilegal --os arquivos ficam armazenados nos computadores dos usuários. Além disso, nem todo arquivo buscado pelo site tem direitos autorais reservados.

No último dia 6, o Mininova instalou um filtro que irá detectar e bloquear arquivos que desrespeitem a proteção a direitos autorais, mas que, por enquanto, só analisa parte dos arquivos buscados pelo site.

O instrumento responde ao interesse da Brein. Mas, em entrevista por e-mail à Folha, o presidente do Mininova, Erik Dubbelboer, disse que isso não estava relacionado com o julgamento: "Queríamos testar como o filtro funcionaria no site".

O advogado Renato Opice Blum crê que essa pré-disposição do Mininova em combater casos ilícitos pode ter uma interpretação positiva por parte do juiz que analisará o caso.

Para ele, o problema está em sites que deixam evidente o objetivo de ajudar o internauta a baixar obras com direito autoral protegido, como o Pirate Bay, que faz do seu nome --baía pirata-- um convite à pirataria.

Para o professor titular de propriedade intelectual da Fundação Getulio Vargas-RJ Ronaldo Lemos, a condenação do Pirate Bay é ineficaz. "Ele continua no ar e já surgiram pelo menos uns 50 sites como esse depois da decisão".

Segundo Lemos, veredictos como o do Pirate Bay contribuem para o inchaço do direito autoral, que se torna cada vez mais restritivo. "É preciso ter um equilíbrio que gere inovação. A indústria só trabalha com repressão."

Para Blum, é necessário atualizar a legislação sobre proteção autoral. "Por outro lado, o usuário deve se conscientizar das consequências desses ato

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