terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Site do Bradesco fica fora do ar (Postado por Lucas Pinheiro)

O site do banco Bradesco está fora do ar na manhã desta terça-feira (31). Procurado pelo G1, o banco ainda não se pronunciou sobre o assunto.

O acesso por meio de celulares como o iPhone, por exemplo, também está com problemas.

O grupo hacker Anonymous assumiu a autoria do ataque ao site do banco. Em mensagem publicada no Twitter, eles afirmam que o "alvo foi atingido" e que o site bradesco.com.br "está à deriva".

O grupo anunciou no microblog que realizaria ataques a diversos sites de bancos brasileiros esta semana. Na segunda-feira (30), o Anonymous disse que derrubou o site do Itaú. O banco afirmou que apenas passou por uma instabilidade temporária.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Irmãs vão se reencontrar após 58 anos em Barra Bonita, SP (Postado por Lucas Pinheiro)

Depois de 58 anos sem contato, duas irmãs que vieram do Maranhão para interior de São Paulo vão finalmente se reencontrar. Elizabeth da Silva Manca vive hoje em Marília e depois de muita procura conseguiu a reaproximação com irmã, Ivone, por meio da internet. O encontro da família está marcado para este domingo (29), em Barra Bonita.

Uma foto é a única recordação que a aposentada tem da família. Pai, mãe e os 11 irmãos saíram do Nordeste do país para tentar a vida no interior de São Paulo, em Quatá. Ela se casou aos 20 anos e os pais e os irmãos resolveram voltar para a cidade natal, no Maranhão. "Eu casei e fiquei no interior de São Paulo. E eles foram para o norte e desse tempo pra cá, eu nunca mais os vi. Foi assim que desapareceram de mim e eu não tive mais notícia”, conta a aposentada.

Isso há 58 anos. Elizabeth construiu sua própria família, teve oito filhos, 22 netos e 13 bisnetos. E ainda sim, se sentia sozinha. Sempre preocupada com os pais e os irmãos, ela começou uma busca incansável por notícias dos parentes. "Procurei muitas vezes, por rádio, até que uma irmã minha, a Ivone, me escutou falar no rádio, mas não deram o endereço e ela não pode entrar em contato comigo”.

A procura da aposentada comoveu a neta que, para encontrar os familiares, usou um recurso que os jovens dominam bem: a internet.

"Colocamos a foto da minha vó em um site de relacionamentos. Um dia recebi um e-mail de uma pessoa falando que viu a foto e que minha avó era muito parecida com a mãe dele. Ela, inclusive, ficou bem emocionada, porque viu que era parecida e contou toda a história. Que a mãe dele não via a irmã há muito tempo, a mesma história da minha vó. Então como todas as informações batiam contei para minha mãe, que entrou em contato com eles e decidiram se encontrar. E realmente elas eram irmãs", explica Maria Gabriela Totti de Souza, neta da aposentada.

Antes de dar a notícia a Elizabete, eles trataram de confirmar todos os dados para não haver erros como da última vez. "Eu fiquei preocupada, ainda mais pela internet, você recebe um e-mail e não sabe de quem é. Procurei primeiro ter certeza, através de e-mails e depois eu liguei para o Maranhão e falei com uma tia. Foi muito emocionante, na hora que eu falei que era filha da Elizabeth, ela já começou a chorar no telefone, eu chorei do lado de cá. Foi quando eu tive certeza mesmo, então, falei para minha mãe”, conta a professora Neide Manca.

O encontro com os irmãos foi marcado e como dona Elizabete não resistiu, a tecnologia ajudou de novo, desta vez, por telefone, eles adiantaram um pouco a emoção. "Eu vou querer saber de tudo. Principalmente dos meus pais, se estão vivos ou mortos. Estou muito feliz”, afirma a aposentada. O G1 vai acompanhar o reencontro marcado para este domingo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Justiça concede liberdade a 2 executivos do Megaupload (Postado por Erick Oliveira)

Dois executivos do site Megaupload.com foram colocados nesta quinta-feira (26) em liberdade sob fiança pela justiça da Nova Zelândia, apesar de os juízes, no momento, se negarem a conceder o mesmo benefício ao titular da empresa, o empresário alemão Kim "Dotcom" Schmitz.
O juiz David McNaughton afirmou que aceitou os pedidos de liberdade do alemão Finn Batato e do holandês Bram van der Kolk, e que na sexta-feira deverá adotar uma decisão quanto a um pedido no mesmo sentido do alemão Mathias Ortmann.
Na concepção de McNaughton, a liberdade de Batato e Van der Kolk apresenta menos risco do que a de "Dotcom" Schmitz, já que este possui vários passaportes e cartões de crédito com nomes diferentes e tem acesso a recursos milionários.
Na véspera, o juiz determinou que "Dotcom" permanecerá na prisão até o próximo exame do pedido de extradição dos Estados Unidos, em 22 de fevereiro.
"Graças à determinação e aos recursos financeiros (de Schmitz), existe um certo risco de que fuja", declarou o juiz McNaughton em um veredicto por escrito.
Só em 2010, Kim Schmitz teria ganhado US$ 42 milhões graças a suas atividades na internet, segundo as autoridades americanas.
O imponente empresário apareceu em plena forma na saída do tribunal, saudando seus admiradores que se reuniram do lado de fora.
A promotoria neozelandesa se opunha que fosse colocado em liberdade, argumentando que a polícia encontrou em sua casa passaportes e cartões de crédito com diferentes nomes.
Também recordou que no passado ele já havia fugido para a Tailândia para escapar da justiça alemã, que o procurava por outro caso. A Alemanha não extradita seus cidadãos para os Estados Unidos.
A defesa alegou que Kim Schmitz não tinha a intenção de escapar e que desejava permanecer na Nova Zelândia junto com a esposa, que está grávida.
"Todos seus bens foram congelados, e todos seus recursos confiscados. Vive aqui com a esposa e a família. Não tem nenhuma intenção de abandonar a Nova Zelândia", declarou seu advogado, Paul Davidson, que anunciou que apresentará um recurso de apelação.
A justiça americana dispõe de 45 dias para apresentar o pedido de extradição de Schmitz e seus três associados detidos com ele, mas o procedimento poderá levar meses, o tempo em que a justiça deverá se pronunciar sobre o caráter criminoso ou não do caso Megaupload.
O site Megaupload, que afirmava reunir a cada dia 50 milhões de utilizadores e representar 4% da rede internet, foi fechado por decisão da justiça americana.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Na prisão, fundador do Megaupload se diz inocente de acusações (Postado por Lucas Pinheiro)

Uma corte da Nova Zelândia ordenou nesta segunda-feira (23) que o fundador do site de compartilhamento de arquivos Megaupload continuasse preso, à medida que ele nega acusações de pirataria na internet e lavagem de dinheiro e diz que as autoridades estão tentando fazer a pior imagem possível dele.

O site Megaupload foi tirado do ar pelo FBI sob na quinta-feira (19) sob a acusação de causar US$ 500 milhões em prejuízos aos detentores de direitos autorais.

A procuradora Anne Toohey afirmou em audiência que o alemão Kim Dotcom, também conhecido como Kim Schmitz, era um risco "no ponto extremo da escala" porque teria acesso a fundos, múltiplas identidades e um histórico de fugir de acusações criminais.

"O FBI acredita que as somas localizadas não representam todas as contas bancárias do senhor Dotcom", disse.

No entanto, o advogado de Dotcom disse que seu cliente não representa risco de fugir ou retomar seus negócios. Segundo a defesa, o alemão vem cooperando plenamente com a Justiça, teve os passaportes apreendidos e os fundos congelados.

O juiz David McNaughton diz que uma aplicar uma fiança seria bastante complicado para uma decisão imediata, acrescentando que anunciará uma decisão por escrito até quarta-feira (25).

"Dada a dimensão dos assuntos cobertos pelo processo de fiança e a seriedade do tema, vou reservar minha decisão", disse.

Autoridades norte-americanas querem extraditar Dotcom sob alegações de que ele arquitetou um esquema que arrecadou mais de US$ 175 milhões em poucos anos, copiando e distribuindo sem autorização músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. A defesa argumenta que o Megaupload.com simplesmente oferecia armazenamento on-line.

A empresa e sete de seus executivos foram acusados de participar do suposto esquema para oferecer material na internet sem compensar os detentores de direitos autorais.

Sopa e Pipa
O fechamento do Megaupload pelo FBI e do Filesonic aconteceu depois que diversos sites, incluindo a Wikipédia e a Craigslist, tiraram seus sites do ar em protesto com o Sopa e o Pipa, dois projetos de lei antipirataria que circulam nos Estados Unidos.

O Stop Online Piracy Act (Sopa) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. No Senado, circula o Protect IP Act, conhecido como Pipa (ato para proteção da propriedade intelectual), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.

Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. Os dois projetos tiveram a discussão adiada pelo congresso norte-americano.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Grupo hacker diz ter derrubado site do FBI (Postado por Erick Oliveira)

O grupo hacker Anonymous afirmou na noite desta quinta-feira (19) por meio dos seus perfis no Twitter que derrubou o site do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Às 23h50, o endereço www.fbi.gov estava inacessível. O site ficou fora do ar por cerca de 1 hora. O governo americano não disse se foi uma falha ou se realmente houve um ataque.
Nesta quinta, o Anonymous também disse ter sido responsável pela saída do ar dos sites do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, da Universal Music, da Associação de Filmes dos EUA e da Associação da Indústria Fonográfica do país, dentre outros endereços.
A movimentação é em protesto contra a derrubada do site de compartilhamento de arquivos Megaupload e a prisão de seu fundador nesta quinta na Nova Zelândia.
No Twitter, o grupo diz "a internet contra-ataca", e que a luta é pela “liberdade da internet”. Em uma das postagens, o Anonymous também ameaçou um ataque contra o site da Casa Branca.
O Megaupload, um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo, foi tirado do ar nesta quinta. O fundador da companhia e vários de seus executivos foram acusados formalmente de violar leis antipirataria nos Estados Unidos, informaram promotores federais do país. A acusação alega que o site deu aos detentores de direitos autorais mais que US$ 500 milhões em prejuízo por facilitar a pirataria de filmes e outros tipos de conteúdo.
Em comunicado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse que o fundador do Megaupload, Kim Dotcom (também conhecido como Kim Schmitz), e outros três executivos da empresa foram presos nesta quinta na Nova Zelândia a pedido de oficiais norte-americanos. O Megaupload é único não somente pelo grande volume de downloads que possibilita, mas pelo apoio que tem de celebridades e músicos, geralmente vistos como vítimas da violação das leis antipirataria. Antes de ser tirado do ar, o site trazia o “apoio” de nomes como a socialite Kim Kardashian e os músicos Alicia Keys e Kanye West. As celebridades chegaram a gravar um vídeo de apoio à companhia, mas as imagens foram tiradas do ar pelas gravadoras.
SOPA e PIPA
A derrubada dos sites acontece um dia depois que diversos endereços, incluindo a Wikipédia e a Craigslist, tiraram seus sites do ar em protesto com o SOPA e o PIPA, dois projetos de lei antipirataria que circulam nos Estados Unidos.
O Stop Online Piracy Act (SOPA) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. No Senado, circula o Protect IP Act, conhecido como PIPA (ato para proteção da propriedade intelectual), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.
Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. O SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara; a PIPA deve ir à votação no Senado ainda neste mês.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Wikipédia volta ao ar após protesto contra leis antipirataria nos EUA (Postado por Erick Oliveira)

A versão em inglês da Wikipédia, enciclopédia colaborativa on-line, voltou ao ar às 3h (horário de Brasília, meia-noite no horário de Washington, nos Estados Unidos) desta quinta-feira (19), após interromper o serviço por 24 horas em protesto contra projetos de lei antipirataria que estão em discussão no Congresso norte-americano.
O protesto reuniu nesta quarta-feira (18) centenas de sites no mundo todo contra os projetos. Alguns parlamentares decidiram retirar o apoio a essas propostas. Elas são conhecidas pelas siglas SOPA e PIPA. Logo após voltar ao ar, a Wikipédia exibiu um comunicado na página inicial agradecendo aos internautas: "Obrigado por proteger Wikipedia. (Nós não terminamos ainda.)".
Entenda os projetos de lei
O Stop Online Piracy Act (SOPA) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. No Senado, circula o Protect IP Act, conhecido como PIPA (ato para proteção do IP), outro projeto sobre direitos autorais que mira a internet.
Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. O SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara; a PIPA deve ir à votação no Senado ainda neste mês.
O site do jornal "Los Angeles Times" publicou que, após os protestos, um senador retirou apoio ao PIPA nesta quarta. A agência Reuters relatou outras duas desistências no Senado -uma delas anunciada pela página do parlamentar no Facebook. Na Câmara, 2 deputados voltaram atrás ainda na terça (17).
Wikipédia fora por 24 h
Na internet, a principal ação veio da Wikipédia, enciclopédia on-line colaborativa, cuja versão em inglês ficou fora do ar durante todo o dia. Versões em outras línguas não foram afetadas. Outros "gigantes" que são contra as propostas, como o Google e o Facebook, não foram tão radicais, mas participaram dos atos com mensagens. Não há números oficiais de quantos sites aderiram.
Na página principal da Wikipédia em inglês foi exibida a seguinte mensagem: "Por mais de uma década, nós gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta. Por 24 horas, para aumentar a conscientização, estamos tirando a Wikipedia do ar".
Mensagens de Google e FacebookO Google em inglês não ficou fora do ar, mas também publicou uma  mensagem em sua página inicial, convidando cidadãos americanos a participarem de um abaixo-assinado contra as propostas. "Diga ao Congresso que não censure a internet", afirmava o texto na capa do site de buscas. Temporariamente, o site chegou a exibir uma tarja preta sobre o logotipo.
O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, também postou na rede social sobre os projetos: "A internet é a ferramenta mais poderosa que temos para criar um mundo mais aberto e conectado. Não podemos deixar que as leis pouco pensadas fiquem no caminho do desenvolvimento da internet. Facebook se opõe ao SOPA e ao PIPA e continuaremos a nos opor a todas as leis que irão prejudicar a internet."
Quem mais protestouO site de classificados Craigslist também publicou uma mensagem contra os projetos de lei. Quem tentou acessar o serviço de classificados on-line entrou em uma página que falava da lei e pedia que o usuário se manifestasse contra ela. O acesso ao site, contudo, continuava normalmente após alguns segundos.
O mesmo ocorreu com a página do Mozilla Firefox; o usuário encontrou uma página preta com dizeres contra o SOPA e o PIPA, mas conseguia fazer o download do navegador.
O site de criação e hospedagem de blogs WordPress também se uniu aos outros sites, publicando uma grande mensagem ao entrar em sua página principal e pedindo que os usuários preencham um abaixo assinado. É necessário descer a página até o final para conseguir acessar um link que pemite acessar o conteúdo do WordPress.
O Twitpic, que permite o compartilhamento de fotos no microblog Twitter, dedicou uma página para explicar os dois projetos de lei, também pedindo que internautas se manifestem contra eles.
O Twitter, embora apoie as manifestações contra a Sopa e a Pipa, não interrompeu o serviço. "É muita irresponsabilidade nossa parar um serviço global por conta de uma lei nacional", disse o CEO do microblog, Dick Costolo, na terça-feira (17).
No Brasil
Sites brasileiros como os do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) também exibiram mensagens em protesto contra os projetos de lei. No Twitter, o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil escreveu: "Acho muito bom que nos juntemos contra os projetos do Congresso americano que, caso aprovados, podem significar um caminho sem volta para um fechamento da Internet".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Wikipédia em inglês fica fora do ar contra lei antipirataria nos EUA (Postado por Lucas Pinheiro)

A versão em inglês da Wikipédia, enciclopédia colaborativa on-line, saiu do ar às 3h (horário de Brasília, meia-noite no horário de Washington, nos Estados Unidos) desta quarta-feira (18), em protesto contra projetos de lei antipirataria que estão em discussão no Congresso norte-americano.

O site se junta a uma série de outros endereços que também se propuseram a sair do ar no mesmo dia. A proposta da Wikipédia é ficar fora de serviço durante 24 horas.

"Por mais de uma década, nós gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta. Por 24 horas, para aumentar a conscientização, estamos tirando a Wikipedia do ar", diz o comunicado na página principal da enciclopédia.

Jimmy Wales, um dos fundadores da enciclopédia, disse na segunda-feira (16) que a medida deve afetar até 25 milhões de pessoas em todo o mundo, já que esse é o número de visitantes que o site recebe todos os dias, segundo dados da consultoria comScore.

O Google, por sua vez, publicou a seguinte mensagem em sua versão em inglês: 'Diga ao Congresso que não censure a internet'.

De acordo com a Fox News, Google, Facebook e Amazon também poderão interromper seus serviços de maneira coordenada para participar do protesto, mas até as 3h15 desta quarta, os sites continuavam no ar. O site Reddit, compartilhador de conteúdo na internet, exibe um cronômetro indicando o horário em que também ficará fora do ar. A expectativa é de que isso ocorra às 11h no horário de Brasília.

A versão em português da Wikipédia não ficou fora do ar, mas estampou na página inicial um comunicado criticando a lei antipirataria em discussão nos EUA. "A Wikipédia precisa da internet para continuar livre. Os projetos de lei SOPA e PIPA ameaçam as wikipédias em todos os idiomas".

Entenda os projetos de lei
O Stop Online Piracy Act (SOPA) é um projeto de lei com regras mais rígidas contra a pirataria digital nos EUA. Ele prevê o bloqueio no país, por meio de sites de busca, por exemplo, a determinado site acusado de infringir direitos autorais. O foco está principalmente em sites estrangeiros, contra os quais as empresas americanas pouco podem agir. Protect IP Act (PIPA) é outro projeto sobre direitos autorais que circula no Senado.

Ambos são apoiados por empresas de entretenimento, constantes alvos de pirataria, mas são questionados por companhias de internet, como Google, Facebook, Amazon e Twitter, que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão. O SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara; a PIPA deve ir à votação no Senado ainda neste mês.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

'Luíza está no Canadá' vira hit na web e família antecipa volta dela ao Brasil (Postado por Lucas Pinheiro)

A frase de um comercial de televisão veiculado na Paraíba está entre um dos assuntos mais comentados nas redes sociais em todo o Brasil. Toda a repercussão se deve a uma única frase: "Menos Luíza que está no Canadá".

A propaganda em questão é sobre o lançamento de um prédio residencial, estrelada pelo colunista social e pai de Luíza Gerardo Rabello, de João Pessoa, que fala sobre o empreendimento e em determinado momento ele cita que o sucesso do prédio é tão grande que ele convocou toda a família para falar sobre o empreendimento, menos Luíza, de 17 anos, que está no Canadá, fazendo intercâmbio.

Menos de 24 horas após a veiculação da propaganda, na quarta-feira (11), o assunto ficou entre os 10 mais comentados do Twitter em todo o país com a hashtag #LuizaEstanoCanada, além de inúmeras montagens que foram veiculadas no Facebook.

A repercussão foi tanta que até artistas consagrados entraram na brincadeira. Foi o caso do cantor Lenine, que em show feito em João Pessoa na última sexta-feira (13), agradeceu a presença de todos que foram, menos de Luíza que está no Canadá. “Que maravilha, está todo mundo aqui rapaz, só não está a Luíza que está lá no Canadá”, brincou o cantor antes de começar o show.

A reportagem do G1 conversou com Gerardo Rabello para saber o que a família está achando da repercussão. “Isto é uma avalanche, a família se reuniu e achou melhor antecipar a volta dela para o Brasil. Ela vai chegar ao país ainda esta semana e precisa ficar amparada pela família neste momento. Eu não imaginava que um simples comercial pudesse ter toda esta repercussão. Só queremos ficar do lado dela”, disse Gerardo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jovem pediu oração em rede social antes de morrer soterrado no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

Uma das vítimas do deslizamento que soterrou oito casas no distrito de Jamapará, em Sapucaia, no Centro Sul do estado, na segunda-feira (9), postou uma mensagem na rede social Facebook horas antes de morrer, pedindo orações para os moradores da cidade vizinha de Além Paraíba, na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, que também foram afetados pelas chuvas.

A mensagem diz: "Vamos nos unir em orações pelas famílias que, neste momento, em Além Paraíba e região, estão sofrendo com a forte chuva. Eu e você estamos em casa, debaixo de um teto com uma cama quentinha a espera e quantos lá fora passando por uma situação difícil. Que cada um, ao ler essa postagem, possa rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria por essas famílias. Amém".

Os amigos do estudante Thiago Carvalho prestaram homenagens a irmã dele logo abaixo da postagem. O jovem foi soterrado, junto com o pai e a mãe, dentro de casa. O imóvel onde os três moravam ficou sob os escombros.

Os corpos foram encontrados e enterrados na terça-feira (10).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Procon-SP denuncia 29 sites de comércio virtual por irregularidades (Postado por Lucas Pinheiro)

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, divulgou nesta terça-feira (11) uma lista de 29 sites que foram denunciados ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) por irregularidades na prática de comércio virtual.

O objetivo da medida, segundo o Procon, é que os fornecedores, que não entregaram produtos adquiridos por consumidores, sejam responsabilizadas criminalmente.

A lista dos 29 sites denunciados ao DPPC foi divulgada no site do Procon.

Segundo o diretor executivo em exercício do Procon-SP, Carlos Coscarelli, a lista reúne  empresas que receberam queixas de consumidores no segundo semestre de 2011 e que não são encontradas pelo órgão para solucionar os casos.

"O que mais nos preocupa é que algumas delas continuam e podem continuar lesando consumidores", disse ao G1, Coscarelli. "A recomendação do Procon é para que o consumidor não faça nenhum tipo de negócio com esses sites", explicou.

O diretor afirma que a maioria das reclamações registradas no Procon contra estas empresas refere-se a não entrega de produtos comprados pelo site e a dificuldade em contactar as empresas para resolver problemas.

"Nem o Procon, com todos os recursos e mecanismos de rastreamento que dispõe, consegue localizar essas empresas. Portanto, o consumidor corre risco de não ter para quem recorrer ao fazer uma compra nesses sites", diz Coscarelli.

O G1 também procurou as empresas denunciadas pelo Procon, mas não conseguiu contato até o momento com nenhum representante pelos telefones e e-mails informados nos sites.

Segundo o Procon, boa parte desses sites não foram encontrados em seus endereços oficiais. O órgão chegou inclusive a tentar contato por correspondência, sem obter retorno. As notificações encaminhadas a essas empresas têm retornado com informações dos Correios como 'mudou-se' e 'endereço inexistente', informou o diretor.

De acordo com o diretor do Procon, o órgão pretende, a partir de agora, manter na página do órgão na internet uma lista atualizada de sites com irregularidades e denunciados.